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Ela
Contanto que eu não me perca Que eu não me apavore Que o medo não incorpore Que não deixe meu mundo amargar
Contanto que não faça chorar
Que não tente me sufocar Que não permita engasgar Palavras afrouxadas a frasear
Contanto que não seja fria
E que se esqueça da agonia E que se vale da torcida Para a tempestade não entrar
Contudo, coberto em um balaio,
Enquadrado, Palhado e fechado, Embrulho dobrado em cetim
Contudo por dentro,
Sem nenhum remendo Um olhar atento, sem veneno Para a forma e sépia de um retrato calado, De uma vida que já teve um fim. |
Publicado na Edição 2010 da Antologia "Plenitude - Versos de Encantamento" - Julho / 2010
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